Mais um dia de navegar...
Hoje botei pilha pro Geniton, outro novo amigo do camping, fazer um passeio comigo. Fomos pra cachoeira do Lajeado remando. Quem nos guiou foi o Cauã (até bem parecido com o Raymond, numa versão mais jovem e local).
Eu já tinha tido várias experiências de remar, com caiaque e SUP, mas nessa canoa foi a primeira vez - e eu não fazia ideia da dificuldade de fazer uma simples curva!
O percurso de 5k até onde começava a trilha foi hilário! Eu na frente tinha o compromisso de fazer as curvas e meu amigo atrás era o leme. Só sei que de canoagem a gente também curtiu muito um arvorismo, de tanto que atropelamos a vegetação pelo caminho! Rimos muita coisa.
A Cachoeira do Lajeado é uma coisa de linda. Pegamos uma trilha pequena depois da canoa, cerca de 1.5km. Adorei ter conhecido, apesar de estar mais cheia do que eu gostaria.
Fomos almoçar em um restaurante indicado pelo GG, nosso amigo do camping, e esse momento lá foi uma experiência à parte. Estava vazio, apenas 3 mesas preenchidas e dispostas de maneira bem distantes. As outras pessoas conversavam alto e descontraidamente. Às tantas, eu fiz um comentário pra menina da mesa do lado, a Ana, e ela já me incluiu no papo. Só sei que nós 6 enveredamos numa conversa fiada, cada um da sua mesa, que foi memorável.
Coloquei minha cadeira de lado, rimos toneladas, trocamos dicas de viagens, de sobrevivência mental a esse confinamento doido, falamos de filhos, vida e curtimos o momento.
E foi muito gostoso, em especial, porque não planejado. Eu não tentei manter as coisas sobre meu controle (péssimo hábito de ansiosos que não sabem lidar com o desconhecido), e apenas deixei fluir. Fiquei pensando em quantas vezes na minha vida eu interferi no ritmo natural do momento para poder seguir o “planejado”... e no tanto de coisa leve e gostada eu deixei de viver por conta disso.
Nota do dia: Just flow, Ursula. Porque navegar é preciso. Viver não é preciso.

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