Minha família inteira torce pro Flamengo. Com excessão da minha mãe, meu avô (paterno) que eram fluminense, e do meu pai, botafoguense, todos os outros sempre torceram pro mengão. E não estou falando de pouca gente, meu pai tinha 6 irmãos, quase todos tiveram dois filhos, do lado da minha mãe éramos em 6 primos também... enfim, gente pra xuxu na torcida pelo rubro negro.
Além disso, morei do lado do estádio do Maracanã por 20 anos e, depois de saracotear uns anos fora do Rio, cá estou eu de novo fazendo mais aniversários do lado do que já foi o maior do mundo. Muitas partidas assistidas no velho Maracanã e algumas mais no novo. Muitas conquistas vibradas com alegria, e algumas (poucas) lembranças ruins - como um tal gol de barriga que colocou a nação abaixo naquela final.
Mas o que eu quero dizer é: o futebol sempre fez parte da minha vida.
Mas o engraçado disso tudo, é que eu sempre curti o Flamengo por intermédio do meu irmão. A paixão dele por futebol sempre foi visceral e eu sempre lembrava dele quando o Flamengo jogava. Lá no fundo eu não estava tão preocupada com o resultado, tudo pra mim era pensado nele. Quando o Flamengo perdia, nossa casa ficava melancólica. Ele chegava do Maracanã puto, sem falar uma palavra, e se trancava dentro do quarto. Aquilo deixava meu coração minúsculo... já quando a gente conquistava mais um título - e, convenhamos, temos muitas alegrias desde sempre - meu coração ficava cheinho, porque eu sabia que ele estava feliz. Era pura festa!
Crescemos e tivemos filhos. E, como não era de se esperar, meu sobrinho é um mini Camilo, outro viciado em futebol e, claro, flamenguista doente. O moleque tem 7 anos, gente, mas se você mostrar uma imagem de qq jogador de futebol meio famoso, ele sabe dizer não só o nome, mas todos os clubes por onde passou. A história do Flamengo então... ele sabe de cabo a rabo. Até o nome do papagaio do técnico da conquista do segundo título estadual ele tem na ponta da língua. Ou seja, mais um viciadinho.
Por outro lado, cada vez mais eu me vejo distante do futebol. Deixei de acompanhar e não vibro mais como vibrava. Muitos anos fora do Rio, a chateação dos perrengues enfrentados para chegar em casa em dia de jogo... um pouco de cada coisa que me distanciou desse universo.
Porém, uma coisa não mudou: minha satisfação em ver meu irmão feliz. E hoje, complementada pela satisfação de ver meu sobrinho feliz! Flamengo pra mim hoje é isso: esses dois pulando tarde da noite, roucos de gritar, comemorando mais um título.

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