(Escrita originalmente em 20 de outubro de 2020).
Era cinza, era sem graça. Até que do nada surgiu um talvez. Era sábado e você cozinhou pra gente. Não zombou do meu gosto por rosé e lembrou que amo pudim de claras.
Eu ri tanto que cheguei a me achar abobada. Amo quem me faz rir. E você faz isso de uma forma irritantemente natural. Quando eu vejo, já estou me rasgando e me derretendo.Você parecia tão você... o você de sempre. Mas ao mesmo tempo tão confortável dentro de mim, tão íntimo, tão em casa. E eu ali, entregue. De onde te conheço?
Fiquei pensando se era eu querendo querer ou eu fingindo não estar vendo o desejo surgir. Eu me confundo às vezes nisso tudo. Acho que ainda não sou boa ouvinte de mim mesma.
Tudo seguindo rápido e devagar. Intenso e fluido. Quente e sem pressa. Não conheço esse ritmo _sem pressa_. Talvez eu goste dele dessa vez. Queria.
Só não se perca em mim. Não acredite no que falo, eu minto. Minto pra você como minto pra mim - é sempre assim. Apenas me leia, apenas entenda minha imensidão.
Talvez eu goste do riso largo e sem pressa com você. Talvez a gente vá se querendo por mais umas horas - até o sol se pôr. Só não se perca em mim. E não acredite no que eu falo, eu minto.
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