Quando você é criado em um lar onde não se fala em Deus, não se fala em algo além do material, onde a visão de vida é “morreu acabou”, é bem mais complexo esse assunto.
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Quando meu pai morreu, foi a primeira vez na vida em que eu me senti sem chão. Meu pai era meu pilar, minha referência de amor e um dia ele não estava mais aqui.
Eu chorava, muitas vezes, querendo acreditar em algo. Buscando uma paz que eu não sabia onde encontrar. Foi muito difícil pra mim.
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Eu comecei a buscar meu caminho espiritual bem mais tarde. Porque mesmo não conseguindo “dar forma”, meu coração sabia que existia algo a mais do que eu conseguia ver. Mas até hoje são crenças meio amorfas… isso tudo chegou junto com minha busca por autoconhecimento. Curioso isso… à medida em que eu fui me conhecendo mais, rolou uma espécie de lapidação da Ursula - com uma busca por alguém melhor pro mundo e pra mim e, somado a isso, alguém com mais fé. Um caminho que não foi nem será regular, tampouco bem delineado. Mas que está sendo construído diariamente.
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Hoje, sobretudo, procuro ter uma conduta baseada em bons valores e boas práticas. Coisas simples como espalhar amor e não reclamar de tudo o tempo todo. Procuro entender (e construir dentro de mim) que existe uma força maior regendo a vida. Deus?
Gosto de pensar no universo como esse algo maior. Na natureza como Deus - aí sim! Um Deus que eu não consigo enxergar em um templo, mas que eu sempre vejo do alto da montanha - não à toa busco sempre passar por lá…
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Acredito em boas energias e em boas vibrações e entendo que se eu fizer coisas com amor e tiver, de fato, amor no meu coração, minha vida se cercará de positividade e eu receberei verdadeiros presentes - sendo os mais importantes sem forma de coisas, mas de pessoas.
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Obrigada, universo.
Por tudo, por tanto.

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