
Mas o mais estranho de tudo é essa história de pum, arroto e cocô. Já vi algumas vezes mamãe tolir papai quando, ao tomar um belo gole de cerveja ou coca-cola, ele solta aquele arroto. Meu tio Milo idem, ele solta cada trovão sempre acompanhado de repreensão. Porque será que quando eu mamo e arroto ela fala “isso filhinha, tem que arrotar! Assim não dá cólica!” Papai e tio Milo não tem problemas de cólicas, será?!
E pum então?! Fico bastante aborrecida o chorosa quando começo a ter movimentos intestinais que acabam resultando em puns. Mamãe começa a massagear minha barriga dizendo “solta tudo filhinha, porque seu desconforto vai passar!” Caramba, não entendo nada! Nunca via nenhum adulto ser incentivado a soltar pum! Inclusive isso costuma ser motivo de bastante constrangimento social para quem não se segura e larga aquela bufa fedorenta no elevador!
Com cocô não é nada diferente. Eita assunto para ser tão normal em debates entre as novas mães e tão sigiloso no mundo dos adultos! É um tal de “A Valentina esta com o cocô esverdeado agora. Ouvi dizer que é normal quando se esta com cólicas”. “Jura, querida?! Mas ela esta fazendo quantos por dia? O Lucas em geral fazia cerca de 3 quando tinha dois meses”. Tudo assim, super normal, no meio da sala de espera do consultório médico. Mas pô, que coisa estranha os adultos não conversarem sobre os cocos deles! É tão bom trocar informação com os amigos, a gente aprende tanto...
Essa confusão toda me dá um pouco de medo de crescer... acho que prefiro continuar um bebê mesmo...
Um beijo e até a próxima!
Valentina
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